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Objetos de viagem podem dar identidade à decoração

Daugliesi Giacomasi Souza
Daugliesi Giacomasi Souza

Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, observa que viajar costuma deixar marcas que vão além das fotografias. Uma cerâmica comprada em uma feira, um objeto artesanal, um livro ou uma pequena lembrança podem continuar contando aquela experiência depois da volta para casa. Quando incorporados à decoração com critério, esses itens ajudam a criar ambientes mais pessoais, sem transformar os cômodos em uma coleção de souvenirs.

Leia mais a seguir!

Por que as lembranças de viagem funcionam na decoração?

Um objeto trazido de uma viagem pode cumprir uma função diferente daquela de uma peça escolhida apenas por sua aparência. Ele carrega uma referência de lugar, momento ou experiência e, por isso, acrescenta uma camada de significado ao ambiente. Essa característica é especialmente interessante em projetos que procuram fugir de composições excessivamente padronizadas. Além do valor visual, a peça pode funcionar como um ponto de conexão com uma lembrança específica, fazendo com que o espaço reflita experiências vividas pelos moradores.

Daugliesi Giacomasi Souza destaca que isso não significa que todo souvenir precise ficar exposto. A curadoria é importante para selecionar aquilo que realmente merece espaço e evitar que a quantidade prejudique a leitura do conjunto. Uma peça artesanal pode ter mais força visual quando aparece sozinha do que quando divide atenção com dezenas de pequenos objetos. Selecionar também permite alternar as lembranças ao longo do tempo, mantendo a decoração renovada sem deixar de preservar os objetos que possuem valor afetivo.

Como escolher o que merece ganhar destaque?

O primeiro critério pode ser a relação entre o objeto e a memória que ele representa. Uma lembrança ligada a uma experiência marcante tende a ter mais significado do que uma compra feita apenas por impulso. Também vale observar o tamanho, o material e as cores da peça antes de definir onde ela será colocada. Esses aspectos ajudam a entender se o objeto terá função de destaque ou se funcionará melhor como complemento de outros elementos já presentes no ambiente.

Daugliesi Giacomasi Souza
Daugliesi Giacomasi Souza

Conforme Daugliesi Giacomasi Souza, a decoração pode ainda reunir objetos de uma mesma viagem ou aproximar itens que tenham alguma característica em comum. Livros, fotografias, mapas, cerâmicas e tecidos, por exemplo, podem formar uma narrativa visual quando organizados de maneira intencional. Esse tipo de composição permite que diferentes elementos contem uma história sem depender de uma decoração temática. A combinação também pode criar pontos de interesse no cômodo, desde que as peças mantenham alguma relação visual e não disputem atenção ao mesmo tempo.

Em quais ambientes esses objetos podem aparecer?

Estantes, aparadores e nichos são alternativas naturais para expor lembranças, principalmente quando as peças precisam ser protegidas e observadas de diferentes ângulos. Uma escultura pequena pode ocupar um nicho, enquanto livros relacionados ao destino podem complementar uma mesa de centro ou uma estante. A altura e a posição de cada objeto também devem ser consideradas, especialmente em locais de circulação, para que a exposição não comprometa o uso dos móveis nem a segurança dos moradores.

Também é possível levar essas referências para as paredes. Fotografias, mapas, cartões-postais e tecidos podem ser emoldurados ou organizados em composições que funcionam como uma espécie de registro visual das viagens. O recurso ajuda a aproveitar objetos que, de outra forma, permaneceriam guardados em caixas ou no celular. Para criar equilíbrio, é possível combinar peças de diferentes tamanhos e formatos, deixando espaços entre elas para que cada lembrança seja percebida sem sobrecarregar a composição.

Daugliesi Giacomasi Souza considera a decoração uma oportunidade de reunir referências pessoais. A escolha não precisa seguir um único estilo, desde que exista alguma relação entre os elementos que permita ao ambiente manter a unidade. Essa combinação pode aproximar objetos contemporâneos de lembranças antigas, criando uma composição que reflita diferentes momentos da vida sem parecer desconectada do restante do espaço.

Para acompanhar mais conteúdos sobre decoração e construção de ambientes com identidade, siga a DGdecor no Instagram: @dgdecor.construir.