De acordo com o gestor do San Marco Hotel (Brasília/DF), desde 2006, Gianmarco Marchetti, o marketing de influência já faz parte da rotina de grandes redes hoteleiras, mas muitos gestores ainda duvidam de que a estratégia funcione para hotéis pequenos, sem verba para celebridades. Essa dúvida nasce da confusão entre alcance e confiança.
Uma reserva depende da segurança que o hóspede sente ao escolher o destino, e esse sentimento não cresce junto com o número de seguidores. Para pousadas e hotéis boutique, esse raciocínio abre espaço para parcerias menores, mais próximas do público e bem mais baratas. Interessado em saber como? Confira, nos próximos parágrafos.
Por que o marketing de influência funciona em hotéis pequenos?
Hóspedes de hotéis pequenos procuram uma experiência singular: o café da manhã caseiro, o atendimento pelo nome, a vista que não aparece em nenhum catálogo. Um criador de conteúdo transmite esses detalhes em vídeo, de forma espontânea, o que a galeria de fotos oficial dificilmente consegue. Dessa maneira, a recomendação ganha força quando o público enxerga no criador alguém parecido consigo, destaca Gianmarco Marchetti.
Além disso, a escala reduzida favorece o controle. Segundo o administrador da Marco Marchetti Hotéis Ltda., Gianmarco Marchetti, com poucos quartos, o hotel recebe o criador com atenção total, ajusta a estadia ao perfil dele e entrega momentos naturalmente publicáveis. Grandes redes dependem de protocolos e aprovações internas, enquanto a pousada decide em minutos. No final, essa agilidade transforma uma simples permuta em uma divulgação confiável, que pesa na escolha de quem pesquisa onde ficar.
Quanto custa e qual retorno esperar da parceria?
O formato mais acessível é a permuta de diárias. Para um hotel pequeno, o custo real de um quarto vazio é baixo, o que torna a troca vantajosa em baixa temporada. Outras opções incluem valor fixo por publicação e comissão sobre reservas geradas. Assim, o gestor deve começar pela permuta e só migrar para pagamento quando houver dados de conversão.
Isto posto, o retorno se mede com ferramentas simples: link rastreável, código de desconto exclusivo e uma pergunta no check-in sobre como o hóspede conheceu o hotel. O indicador principal é a reserva direta, que dispensa comissão de plataformas. Há ainda um ganho paralelo, o acervo de fotos e vídeos que o hotel reutiliza em seu perfil, em anúncios e no Google.
Por fim, Gianmarco Marchetti ressalta que os resultados pedem paciência. Pois, uma única publicação não lota a agenda, e o efeito cresce com a repetição e com a combinação de diferentes criadores. Por isso, o hotel deve fixar uma meta de três meses, registrar cada reserva atribuída e comparar o custo da diária cedida com a receita gerada antes de renovar qualquer parceria.
Como escolher parceiros sem depender de grandes nomes?
Contratar o maior perfil disponível não resolve o problema de um hotel pequeno. A escolha melhora quando o gestor avalia critérios objetivos e compara candidatos com a mesma régua. Conforme informa o gestor do San Marco Hotel (Brasília/DF), desde 2006, Gianmarco Marchetti, o parceiro ideal combina público compatível com o perfil do hotel e histórico de conteúdo que inspire confiança. Tendo isso em vista, é relevante considerar os seguintes pontos na análise:
- Aderência de público: o seguidor precisa corresponder ao hóspede que o hotel deseja receber, seja casal, família ou viajante a trabalho;
- Engajamento real: comentários genuínos e salvamentos dizem mais que o total de seguidores;
- Qualidade do conteúdo: imagens bem produzidas e narrativa própria valorizam a hospedagem;
- Localização do público: perfis regionais atraem quem pode viajar em curto prazo;
- Transparência: o criador deve sinalizar a parceria e aceitar métricas combinadas previamente.
Esses critérios protegem o orçamento, pois reduzem o risco de pagar por audiência inflada ou distante do destino. Um teste com dois ou três criadores menores, durante a baixa temporada, mostra qual perfil converte melhor. A partir desses dados, o hotel amplia a parceria com quem entregou reservas e abandona quem gerou apenas curtidas.
Reservas diretas nascem da confiança, e não do tamanho de audiência
Em conclusão, o marketing de influência funciona para hotéis pequenos quando o gestor troca a busca por fama pela busca por afinidade. Assim sendo, com custo controlado, metas claras e parceiros bem avaliados, essa estratégia gera reservas diretas e conteúdo reutilizável.










