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Consórcio e portabilidade: Tiago Oliva Schietti mostra como usar a carta de crédito para trocar de banco no financiamento

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

O empresário Tiago Oliva Schietti expressa que quem já possui um financiamento imobiliário em andamento e encontra juros mais baixos em outra instituição frequentemente se depara com um processo burocrático conhecido como portabilidade de crédito. Ele destaca que poucos consumidores sabem que o consórcio pode ser considerado uma ferramenta adicional, e não apenas uma forma de adquirir um imóvel do zero.

A portabilidade tradicional permite transferir o saldo devedor de um financiamento de um banco para outro, geralmente em busca de taxas de juros mais vantajosas. Embora esse direito esteja garantido por regulamentação do Banco Central, o processo costuma envolver negociação, análise de crédito e, muitas vezes, resistência da instituição original em liberar o cliente sem contrapropostas.

Onde o consórcio contemplado entra nessa conversa?

Um caminho alternativo, e menos conhecido, é usar a carta de crédito de um consórcio contemplado para amortizar ou quitar diretamente o saldo devedor de um financiamento em andamento, independentemente de qual banco concedeu o crédito original. Como já abordado anteriormente ao tratar dos usos menos conhecidos da carta de crédito, essa possibilidade está prevista na legislação do setor, desde que o bem financiado seja da mesma categoria do grupo de consórcio.

Como apresenta Tiago Oliva Schietti, essa alternativa pode ser especialmente interessante para quem já vinha considerando trocar de banco, mas encontrava resistência no processo tradicional de portabilidade: em vez de depender da aprovação de uma nova instituição financeira, o consorciado simplesmente usa o valor da contemplação para reduzir ou eliminar o saldo devedor existente.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Comparando as duas estratégias

A portabilidade tradicional costuma ser mais rápida para quem já tem um financiamento aprovado e busca apenas condições melhores, já que não exige aguardar uma contemplação. O consórcio, por outro lado, demanda um planejamento de mais longo prazo, já que depende de sorteio ou lance, mas oferece a vantagem de eliminar juros do valor amortizado, algo que a portabilidade não faz, apenas reduz a taxa aplicada ao saldo remanescente.

O empresário Tiago Oliva Schietti sugere que, para quem já está pagando um financiamento e tem paciência para aguardar a contemplação, combinar as duas estratégias pode ser vantajoso: buscar a portabilidade para reduzir os juros no curto prazo, enquanto simultaneamente participa de um grupo de consórcio para, no futuro, amortizar parte relevante do saldo devedor sem custo adicional de juros sobre esse valor específico.

Impacto no prazo total do financiamento

Ao usar a carta de crédito para amortizar o saldo devedor, o consorciado pode escolher, em geral, entre reduzir o valor das parcelas mensais restantes ou diminuir o prazo total do financiamento, mantendo o valor da parcela semelhante ao atual. Tiago Oliva Schietti recomenda que essa escolha leve em conta o momento de vida do consumidor: quem busca alívio imediato no orçamento mensal tende a preferir a redução da parcela, enquanto quem prioriza quitar a dívida mais rápido pode optar por manter o valor da parcela e reduzir o prazo.

O que avaliar antes de planejar essa estratégia?

Antes de considerar o consórcio como ferramenta de amortização de um financiamento existente, vale confirmar junto à administradora as regras específicas para esse tipo de uso da carta de crédito, simular o impacto real da amortização no saldo devedor e nos juros futuros, e comparar esse caminho com a portabilidade tradicional, avaliando qual opção, ou combinação de ambas, faz mais sentido para o momento financeiro atual.

Um detalhe que vale a pena confirmar com antecedência

Nem toda administradora aceita amortizar financiamentos originados em qualquer banco, e algumas podem exigir documentação adicional para comprovar que o imóvel financiado se enquadra exatamente na categoria do grupo de consórcio contratado. Tiago Oliva Schietti recomenda que essa confirmação seja feita ainda na fase de pesquisa, antes mesmo da adesão ao grupo, evitando surpresas justamente no momento em que a contemplação finalmente chega e o consorciado está pronto para usar o crédito dessa forma específica.

Por fim, Tiago Oliva Schietti indica que entender essa conexão entre consórcio e financiamento amplia o leque de estratégias disponíveis para quem busca reduzir o custo total de uma dívida imobiliária de longo prazo, indo além da comparação simplista entre as duas modalidades como caminhos completamente separados.